Sobre o babaçu
O babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng) é uma palmeira nativa das áreas de transição entre a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga [1,2]. Pode atingir até 20 metros de altura [3,4], com folhas longas e eretas (pinadas e divergentes), que podem chegar a 8 metros de comprimento [5], e leva de 8 a 10 anos para iniciar a frutificação, atingindo produção plena aos 15 anos e vivendo cerca de 35 anos [3,2]. Cada palmeira adulta produz aproximadamente 3 a 5 cachos por ano [6], podendo produzir 150 a 300 frutos cada [2]. O fruto, conhecido como “coco babaçu”, é formado por casca, mesocarpo, endocarpo e amêndoas, e quase todas essas partes têm aproveitamento econômico [3,4,2]: da casca obtém-se carvão vegetal e biomassa, do mesocarpo extrai-se farinha para alimentação, e das amêndoas, o óleo de babaçu, o produto mais valorizado [6,4,2]. Sua ocorrência se estende por 11 estados brasileiros e 279 municípios, com maior concentração no Maranhão [3,6]. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o pico de safra ocorre entre setembro e novembro [3,6,2].
[1] PORRO, Roberto. A economia invisível do babaçu e sua importância para meios de vida em comunidades agroextrativistas. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 169–188, 2019. DOI: 10.1590/1981.81222019000100011. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981.81222019000100011. Acesso em: 20 jul. 2026.
[2] SILVA, Samara Bontempo Alves. Perspectivas do babaçu frente ao declínio da produção de amêndoas: uma análise dos negócios sociais em dois grupos no Maranhão. 2025. 168 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional e Agronegócio) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Toledo, 2025.
[3] OLIVEIRA, Ruth Alves de. Aspectos econômicos, ambientais e sociais do extrativismo do babaçu (attalea speciosa). 2022.39f. TCC (Graduação) – Curso de Engenharia Florestal, Universidade Federal do Tocantins, Gurupi, 2022.
[4] CASELLI, Francisco de Tarso Ribeiro. Análise da Sustentabilidade da Cadeia Produtiva do Babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng) na Mata dos Cocais. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpi.br/xmlui/handle/123456789/2265. Acesso em: 20 jul. 2026.
[5] SILVA, Antonio Joaquim da; ARAÚJO, José Luís Lopes; BARROS, Roseli Farias Melo de. O DESAFIO DO BABAÇU (ORBIGNYA SPECIOSA MART. EX SPRENG) NO PIAUÍ. Ra’e Ga: o Espaço Geográfico em Análise, [S. l.], v. 33, p. 44–74, 2015. DOI: 10.5380/raega.v33i0.31960. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/31960. Acesso em: 20 jul. 2026.
[6] SARAIVA, A. F. da S.; OLIVEIRA, N. M. de; FILHO, M. X. P.; LOPES, W. S. CADEIA PRODUTIVA DO BABAÇU EM CIDELÂNDIA-MA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ABORDAGEM DE CADEIA GLOBAL DE VALOR. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, [S. l.], v. 15, n. 2, 2019. Disponível em: https://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/4444. Acesso em: 20 jul. 2026.
[7] GOMES, Bruna Caroline dos Santos. Empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável: um estudo sobre a cadeia produtiva do babaçu no município de Itapecuru-Mirim – MA. 2022. 145f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Socioespacial e Regional) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Estadual do Maranhão, São Luís – MA, 2022. Disponível em: https://repositorio.uema.br/jspui/handle/123456789/3201. Acesso em: 23 jul. 2026.
[8] LEMOS, José de Jesus Sousa; SOUZA, Ronaldo Carneiro de. Sistemas agroextrativistas como alternativa de preservação da palmeira de babaçu no Maranhão. Revista de Política Agrícola, v. 2018, n. 1, p. 82-95, 2018.
[9] BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério do Meio Ambiente. Portaria Interministerial MAPA/MMA nº 10, de 21 de julho de 2021. Institui lista de espécies nativas da sociobiodiversidade de valor alimentício, para fins de comercialização in natura ou de seus produtos derivados. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ed. 137, p. 4–8, 22 jul. 2021.
[10] COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Custo de produção: castanha de babaçu: Imperatriz – MA; Pedreiras – MA; Vargem Grande – MA; Zé Doca – MA; Miguel Alves – PI. Safra anual 2024. Elaboração: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP.