Sobre o baru
O baruzeiro (Dipteryx alata Vogel) é uma árvore nativa do Cerrado brasileiro, pertencente à família Fabaceae [1]. Sua amêndoa é rica em proteínas (23-30 g/100 g), lipídios insaturados, fibras e minerais como zinco e magnésio , sendo cada vez mais valorizada no mercado de alimentos funcionais e proteínas vegetais [1]. O Brasil produz cerca de 117 toneladas de amêndoas por ano [1,2], e o mercado global do baru foi avaliado em US$ 5,1 milhões em 2022, com projeção de crescimento para US$ 47 milhões até 2032 [1]. O Vale do Rio Urucuia, em Arinos (MG), é a principal região produtora, com destaque para os projetos de assentamento Chico Mendes e Rancharia, além do distrito de Sagarana [3]. A região foi reconhecida como a Capital Estadual do Baru por lei estadual (Lei nº 24.181/2022). A produção, no entanto, enfrenta forte bienalidade: em safra cheia (2013) a produção média foi de 196 kg de amêndoas por família; na safra seguinte (2014), caiu para 112 kg, uma redução de 42,7% [3]. Essa volatilidade fragiliza as relações comerciais e dificulta a fidelização de compradores [3].
[1] EGEA, Mariana Buranelo; DE OLIVEIRA FILHO, Josemar Gonçalves; CAMPOS, Stephani Borges; LEMES, Ailton Cesar. The potential of baru (Dipteryx alata Vog.) and its fractions for the alternative protein market. Frontiers in Sustainable Food Systems, [S. l.], v. 7, 2023. DOI: 10.3389/fsufs.2023.1148291. Disponível em: http://dx.doi.org/10.3389/fsufs.2023.1148291. Acesso em: 20 jul. 2026.
[2] EGEA, Mariana Buranel; FERNANDES, Sibele Santos. BARU (Dipteryx alata) COMO FONTE DE NUTRIENTES E MATÉRIA-PRIMA PARA A INDÚSTRIA DE ALIMENTOS. Contribuição de Dra Sibele Santos Fernandes et al., Editora da FURG, 2024.
[3] VALADÃO, Gabriel; SOUZA , Álvaro Nogueira de Souza. Financial and economic viability analysis of baru almond (Dipteryx alata Vogel) agroextractivism in the Urucuia River Valley, Arinos/MG. Sustainability in Debate, Brasília, Brasil, v. 15, n. 2, p. 103–136, 2024. DOI: 10.18472/SustDeb.v15n2.2024.54132. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sust/article/view/54132. Acesso em: 20 jul. 2026.
[4] MAGALHAES, Rogerio Marcos. A cadeia produtiva da amêndoa do Baru (Dipteryx alata Vog.) no Cerrado: uma análise da sustentabilidade da sua exploração. Ciência Florestal, v. 24, n. 3, p. 665–676, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-509820142403014
[5] CARVALHO, P. E. R. Baru: Dipteryx alata . In: CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo: Embrapa Florestas, 2003. v. 1. (Coleção espécies arbóreas brasileiras, v. 1).
[6] SANCHEZ, Rodolfo Marcchiori. Estudo fitoquímico e propriedades biológicas da Dipteryx alata Vogel (baru). 2014. 96 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Engenharia, 2014.
[7] COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Custo de produção: amêndoa de baru: Bom Jardim de Goiás – GO; Poconé – MT. Safra anual 2024. Mês de referência: agosto/2024. Elaboração: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP.