Sobre a mangaba

A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma árvore nativa do Brasil, encontrada no Cerrado, na Caatinga, nas restingas e nos tabuleiros costeiros [1,2]. A mangaba, palavra de origem tupi-guarani que significa “coisa boa de comer”, é um fruto carnoso e ácido [1,3]. O fruto pesa em média 17 gramas e tem rendimento de polpa de até 86% [4]. A mangabeira é árvore símbolo do estado de Sergipe desde 1992 (Decreto Nº 12.723/1992), e sua ocorrência se estende por oito municípios costeiros, do Japoatã a Indiaroba, em áreas de restinga e Mata Atlântica [5]. Também é encontrada no norte de Minas Gerais [2], no Tocantins [6], no oeste da Bahia [4], no Maranhão [6] e no Amapá [3].

[1] VIEIRA, Thiago Roberto Soares. Conservação in situ e produção de frutos da mangabeira (Hancornia speciosa GOMES) no Estado de Sergipe. 2023. 131 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2023. URI: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/18484. Acesso em: 20 jul. 2026.

[2] LIMA, Isabela Lustz Portela. Etnobotânica quantitativa de plantas do Cerrado e extrativismo de Mangaba (Hancornia speciosa Gomes) no norte de Minas Gerais: implicações para o manejo sustentável. 2008. 106 f., il. Dissertação (Mestrado em Ecologia)-Departamento de Ecologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/4995. Acesso em: 20 jul. 2026.

[3] TOMAZI, Rosana; YOKOMIZO, Gilberto Ken Iti; ALMEIDA, Sheylla Susan Moreira da Silva de. A potencialidade da produção de mangabeiras (Hancornia speciosa Gomes) para o desenvolvimento do Amapá: caracterizações físicas, físico-químicas e químicas. KnE Engineering, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 48, 2018. DOI: 10.18502/keg.v3i1.1412. Disponível em: http://dx.doi.org/10.18502/keg.v3i1.1412. Acesso em: 20 jul. 2026.

[4] NASCIMENTO, Roxana S. M.; CARDOSO, José A.; COCOZZA, Fabio D. M. Caracterização física e físico-química de frutos de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) no oeste da Bahia. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, [S. l.], v. 18, n. 8, p. 856–860, 2014. DOI: 10.1590/1807-1929/agriambi.v18n08p856-860. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v18n08p856-860. Acesso em: 20 jul. 2026.

[5] SANTOS, P. P.; VILAR, J. W. C. As repercussões territoriais do imobiliário-turístico na produção de derivados da mangaba no litoral sergipano – Brasil. Revista Geonordeste, v. 25, n. 2, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/geonordeste/article/view/3102. Acesso em: 20 jul. 2026.

[6] PANONTIN, Juliane Farinelli. Bioprospecção cosmética da mangabeira (Hancornia Speciosagomes) visando diversificação de produtos do extrativismo da mangaba. 2021. 200f. Tese (Doutorado em Ciências do Ambiente) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente, Palmas, 2021.Disponível em: http://hdl.handle.net/11612/3530. Acesso em: 20 jul. 2026.

[7] DOURADO, Cecília Luzia. Avaliação de uma fazenda florestal com produção de eucalipto e reserva legal manejada no cerrado sul-matogrossense: indicadores para a busca da sustentabilidade. [S.l.]: Universidade Estadual Paulista (Unesp), 14 fev. 2012.

[8] MOTA, D. M. da; SCHMITZ, H.; SILVA JUNIOR, J. F. da; PORRO, N. M.; OLIVEIRA, T. C. V. de. As catadoras de mangaba no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA): um estudo de caso em Sergipe. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 52, n. 3, p. 241–262, jul./set. 2014. Disponível em: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1002480. Acesso em: 23 jul. 2026.

[9] SCHMITZ, H.; MOTA, D. M. da; SILVA JÚNIOR, J. F. da; JESUS, N. B. de. Conflitos sociais em debate: o caso das catadoras de mangaba no Nordeste e Norte do Brasil. Estudos de Sociologia, Recife, v. 16, n. 1, p. 157–177, 2010.

[10] BORGES, Danilo Marinho Lamêgo. O agroextrativismo nas feiras livres e comunidades rurais: estudo sobre coleta e comercialização de produtos da natureza no Alto Jequitinhonha. 2019. Dissertação (Mestrado em Sociedade, Ambiente e Território) – Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, 2019. Disponível em: https://hdl.handle.net/1843/36389. Acesso em: 23 jul. 2026.

[11] SANTOS, Camila Andrade dos; NORONHA, Raquel Gomes; SILVA, Josué dos Santos da; O fluxo dos materiais na feitura da bola de mangaba em Patizal: reflexões sobre sustentabilidade, p-270-281. In: Anais da III Jornada de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Design – UFMA. São Paulo: Blucher, 2022. ISSN 23186968, DOI 10.5151/jopdesign2022-35.

[12] SOUZA, A. L. G.; PRADO, J. L.; OLIVEIRA JÚNIOR, A. M.; SILVA, G. F. CONHECIMENTOS TRADICIONAIS ASSOCIADOS E A PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA DA HANCORNIA SPECIOSA GOMES. Revista Gestão Inovação e Tecnologias, [S. l.], v. 5, n. 4, p. 2652–2663, 2015. DOI: 10.7198/s2237-0722201500040015. Disponível em: https://www.ingentaconnect.com/content/doaj/22370722/2015/00000005/00000004/art00015;jsessionid=13gy21pm65k0l.x-ic-live-03. Acesso em: 23 jul. 2026.

[13] SILVA JUNIOR, Josué Francisco da; LÉDO, Ana da Silva; MUNIZ, Ana Veruska Cruz da Silva; FERREIRA, Edivaldo Galdino; MOTA, Dalva Maria da; ALVES, Ricardo Elesbão; LEMOS, Eurico Eduardo Pinto de. Hancornia speciosa: Mangaba. In: CORADIN, Lidio; CAMILLO, Julcéia; VIEIRA, Ima Célia Guimarães (ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: região Norte. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2018. p. 177–192. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1104669/1/Mangaba.pdf. Acesso em: 23 jul. 2026.

[14] COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Custo de produção: mangaba: Rio Pardo de Minas – MG; Baía da Traição – PB; Conde – PB; Estância – SE. Safra anual 2024. Elaboração: CONAB/DIPAI/SUINF/GECUP.