Produção agrícola projetada utilizando-se como proxy a taxa de crescimento projetada do valor bruto da produção (VBP) do cenário macroeconômico.

* Para os produtos agrícolas que não têm seu crescimento projetado pela Fipe/USP (banana, cacau e feijão), foi realizada uma projeção tendencial linear de 2014 a 2050, a partir da série histórica da PAM de 1973 a 2013.

Para a soja e cana de açúcar, além das projeções macroeconômicas considerou-se a demanda por biocombustíveis do setor de transportes.
Produtividade agrícola de acordo com FIESP (2016) e MAPA (2016) que vão de 2014-2025 e 2016-2026, respectivamente. Já para o período 2025/2026 até o ano 2050 as produtividades foram projetadas de modo linear utilizando-se a série de 1994 a 2026.

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Área agrícola cultivada projetada de acordo com projeções de produção e produtividade.
Área agrícola efetivamente ocupada considera a manutenção da proporção de safrinha dos cultivos de feijão e milho em 2013, 50% e 40%, respectivamente. É importante mencionar que o trigo é cultivo de inverno e, assim, também não integram as áreas ocupadas.
Sistemas de Manejo
– Estabeleceu-se como sistemas conservacionistas aqueles que adotam o Plantio Direto (SPD) e/ou os Sistemas Integrados (SI), sendo que a parte agrícola dos sistemas integrados é manejada por meio do uso do plantio direto, ou seja, esses dois sistemas se sobrepõem.
– A área de SPD, em sistemas somente de agricultura, foi calculada de modo que as áreas dos dois tipos de manejos somados atinjam certa porcentagem de adoção de sistemas conservacionistas (em áreas de soja, milho, algodão, arroz, feijão e trigo de acordo com cada cenário), definidos para a referência.
– Assumiu-se, conservadoramente, haja vista que os sistemas integrados são relativamente mais complexos, que sua adoção deverá ser mais lenta e que sempre haverá áreas e produtores que continuarão a adotar sistemas convencionais de cultivo.
– A área de SI foi dividida entre sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura–pecuária-floresta (ILPF), sendo 90% da área de ILP e o restante, 10%, de ILPF.
– Do total em ILPF, 20% serão ocupados com floresta e 80% com safra de agricultura, soja ou milho e uma safrinha de pasto. Para ILP, assumiu-se que 100% da área serão cultivados em SPD com soja ou milho,31 sendo que, desse total, aproximadamente 22% terão uma segunda safra (safrinha) de milho e 30% (da área total com ILP) terão também uma safra de pasto, em segunda ou terceira safra.
– Atualmente, apenas a cultura da cana-de-açúcar ainda adota de forma significativa a prática da queima da biomassa. Por isso, as projeções e estimativas relacionadas à queima dos resíduos agrícolas vão se restringir a essa cultura.
Demanda de calcário, fertilizantes nitrogenados e vinhaça
– Demanda de calcário agrícola projetada a partir da média do consumo de calcário por tonelada de produto agrícola de 1992 a 2013.
– Demanda de fertilizante nitrogenado baseada na recomendação de adubação nitrogenada em função do nível de produtividade de cada cultura.
– A produção de vinhaça foi determinada a partir da produção de etanol projetada pelo setor de transportes.

Taxa de crescimento da produção calculada com base nas projeções de Valor Bruto da Produção (VBP) do cenário macroeconômico.
Sistemas de pastagem divididos em pastagem degradada e pastagem manejada, que inclui pastagem adubada, recuperada e adubada em sistemas integrados.
– Em pastagens manejadas, a taxa de lotação adotada foi de 2,5 bovinos/ha ou 1,75 UA/ha, com aplicação de 100 kg de nitrogênio/ha/ano. Em pastagens extensivas e degradadas, a taxa máxima de lotação chega a 0,75 UA/ha/ano.
Produção de leite para atender a demanda projetada pelo cenário macroeconômico, optou-se por projetar um aumento da produtividade animal de acordo com o crescimento de produção de leite de 1,9% ao ano (histórico do crescimento de 2002 a 2012 – IBGE).

A estimativa de área coberta por plantios florestais, foi calculada a partir da projeção de produção dos principais segmentos consumidores de madeira in natura de plantações florestais (IBÁ, 2014): celulose (modelagem integrada: setor industrial), painéis de madeira reconstituídos (cenário macroeconômico), madeira serrada (cenário macroeconômico), lenha para uso industrial e residencial e carvão vegetal para os setores de ferro-gusa e ferroligas (modelagem integrada: setor industrial e energético).

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* O crescimento do consumo de lenha e carvão vegetal variam de acordo com cada cenário e serão apresentados em cenário referencial e cenário baixo carbono.

• São considerados apenas os gêneros eucalipto e pínus, que representam 96,6% do consumo total de madeira de florestas plantadas no Brasil.
Fatores de Conversão (quantidade de madeira em tora consumida para a produção do produto)

— Carvão vegetal
A definição desses parâmetros, quando possível, foi alinhada às expectativas do Plano Siderurgia, apresentadas no estudo preliminar do plano (CGEE/MDIC, 2014).

    – Rendimento gravimétrico:

    -Produtividade dos plantios Florestais

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— Celulose
Fator: 4,00 m³ tora/ton de celulose.
Produtividade eucalipto: 40 m3/ha/ano.

— Painéis de Madeira e Serrados
Fator painéis de madeira: 2,00 m³ tora/ton produzida.
Fator Serrados: 3,00 m³tora/ ton produzida.
Produtividade eucalipto: 40 m3/ha/ano.
Produtividade Pinus: 24 m3/ha/ano.

— Lenha
Origem da madeira: de acordo com cada cenário.

Desmatamento
Foi utilizada como base a média de desmatamento encontrada pela TCN no período 2002 a 2010 (AGUIAR et al., 2015) (Tabela 39). Para isso, utilizou-se a definição de desmatamento estabelecida pelo MCTIC/Funcate, que considera desmatamento as transições de: floresta não manejada, floresta manejada, floresta com extração seletiva de madeira, campo não manejado e campo manejado para reflorestamento, floresta secundária, campo secundário, pastagem plantada, área agrícola, área urbana, reservatórios e outros usos.
Remoção por florestas manejadas
Embora façam parte da contabilização de remoções constante da Contribuição Nacional Determinada do Brasil ao Acordo de Paris, optou-se por desconsiderar neste estudo, inicialmente, as remoções de GEE provenientes de UC e TI (ver as justificativas na publicação completa).
Na publicação do Projeto referente à contribuição para o acordo de Paris considerou-se o cálculo de emissões se fossem computadas essas remoções.